O sentido mais elevado da Política se inclina para a Filosofia, representa o Caminho da Civilização e principal
exercício humanístico em nosso dia-a-dia.
A Política, em sentido humanístico mais elevado, pode ser civilidade, equilíbrio, cortesia, senso ético, habilidade
no trato de relações civis, colocando o ser humano e sua dignidade no centro das preocupações da sociedade, visando ao
bem comum.
Política, na percepção de alto nível da visão institucional de Estado, é arte de bem governar os povos; princípio
doutrinário que norteia a estruturação e condições do contrato da Sociedade Política (CF), e sistema de regras para direção de negócios públicos.
Do ponto de vista mais pragmático e mediano da função executiva de governo, Política é a arte de eleger e realizar objetivos de interesse geral mediante execução por ações programadas.
Na práxis habitual do ambiente parlamentar, Política poderá também ser articulação, proselitismo partidário,
mobilização, busca de vantagens corporativas e conchavos para garantia de espaços no poder e no orçamento públicos.
Em estágio mais degradado, Política poderá confundir-se e figurar como sinônimo de astúcia, ardil, artifício e
esperteza.
Este é mais baixo nível da práxis política, que alguns pensadores traduzem por “realpolitik” , ou realismo político.
E que podemos traduzir, dando adeus ao senso ético, por “vale-tudo”.
Poder, como sabemos, em síntese bem apertada significa o direito de deliberar, agir e (co)mandar; ou, capacidade de impor a vontade mediante coação direta, ou coerção de Lei.
E pelos atributos conceituais, a singela síntese nos oferece, portanto, melhor clareza, lucidez e consciência sobre o desenvolvimento da Cultura Política e práticas predominantes que se impõem na vida pública e corporativa, na
abrangência dessa grande arena de lutas civis.





